E se exercitar em jejum, pode? Vejamos…
Hoje vamos ver o que a ciência recente tem dito sobre se exercitar em jejum e também como fazer isso de forma correta para usufruir dos benefícios e evitar consequências negativas.
Os pontos positivos desta prática são:
- Exercitar-se em jejum ajuda a turbinar a perda de gordura, em comparação, a se exercitar depois de comer.
- Exercitar-se em jejum tem efeito rejuvenecedor nos músculos.
Porém, atente para o fato de que, se você fizer isso de maneira incorreta, os efeitos serão bastante negativos!
Como se exercitar em jejum corretamente?
Bom, primeiro de tudo, você não deve estar em jejum extremo! Um jejum recomendado é por volta de 6 a 8 horas sem comer (por exemplo, depois de dormir).
Quando você acorda, por exemplo, seus níveis do hormônio cortisol estão em pico e seus níveis de açúcar no sangue estão, geralmente, baixos.
Este quadro é bastante favorável para queima de gordura e também para queima de músculos, portanto, certifique-se de seguir as orientações a seguir se está considerando tentar esta prática.
Isso é importante para que seu corpo tenha os nutrientes necessários para cessar este período de catabolismo e começar a reparação muscular.
O ideal nestas horas seria uma boa dose de Whey Protein, por ser prático e de rápida absorção.
Se você não prestar atenção nisso, irá prolongar os efeitos catabólicos do cortisol, queimando músculos que são preciosos pro seu corpo e pro seu objetivo de emagrecimento.
Veja abaixo um trecho muito bem escrito por Ori Hofmekler (especialista em fitness):
“Quando você está em jejum, seu corpo, literalmente, está se alimentando de si mesmo e destruindo células cerebrais e musculares que estão danificadas (destruindo as células danificadas, por isso, o efeito rejuvenecedor desta prática).
Você acelera este processo quando você decide se exercitar neste estado.
Você precisa prestar MUITA atenção na questão de tirar seu corpo deste estado catabólico (de destruição), consumindo nutrientes que irão estimular recuperação e rejuvenecimento. Se você pecar em fazer isso, você irá ir contra o que você quer.
A refeição pós-exercício é de crítica importância! Ela irá parar o processo catabólico nos seus músculos e inverter o processo em direção ao reparo e crescimento.”
Dr. Joseph M. Mercola, um dos médicos mais respeitados da atualidade diz que as pesquisas têm mostrado que se exercitar de estômago vazio é útil para prevenir ganho de peso e insensibilidade à insulina.
Uma das explicações disso, conforme ele mesmo diz, é que os processos de queima de gordura no corpo são controlados pelo nosso sistema nervoso simpático (SNS – Sympathetic Nervous System) e ele é ativado tanto por exercícios, quanto por falta de comida. A combinação de fazer o jejum e se exercitar é catalizadora de queima de gordura e de glicogênio.
Uma alimentação correta e uma rotina que mantenha seu corpo ativo, sem exagero, é uma combinação perfeita e que pode ser levada a longo prazo.
A prática de exercícios já é bem conhecida por aumentar a sensibilidade do corpo a leptina (hormônio relacionado ao controle do apetite), logo, exercícios físicos bem feitos devem fazer parte da vida de qualquer pessoa que busca uma saúde de ferro, principalmente, se você enfrenta problemas de compulsão alimentar, etc.
Se você resolver tentar a técnica, sugiro que preste atenção ao seu corpo e que preste ainda mais atenção na questão da refeição pós-treino mencionada acima.
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